Que seja mesmo o fim

O fim das guerras
das almas presas
O fim dos choros
dos homens famintos
O fim da ignorância
à pobre criança;

Que seja mesmo o fim...

O fim deste fim
do não começo em mim
O fim do negror
que ainda se vem a pôr
O fim de todos 
o fim destes tempos;

Que seja mesmo fim...

Das promessas embrulhadas
sem nunca serem desdobradas
Dos olhares encurvados
em mentiras enrolados
Fim do futuro
desse só sonhado

Que seja mesmo o fim...

Da velha Somália
também da Síria
Até de Angola
minha mais dor de cabeça
Que seja o fim
do que está assim

fim...

das mentiras constantes
das verdades em partes
que seja o fim dos muitos desastres
que se conheçam mais milagres
que acabe
e então que mude

Que seja o fim!
Cláudia Cassoma, ou Laudy como prefere ser chamada é uma Jovem Angolana apaixonada pela arte de escrever, expressando em sua poesia suas mais intimas ideias e inquietações sobre a realidade que a rodeia. Seu primeiro encontro com a arte de escrever debuta desde os seus 9 anos e foi amadurecendo com ela até "Amores que nunca vivi".