E como será?

Sei que todos ouvem
os gritos surdos,
embora não ajudem
conhecem seus choros;

São crianças nuas
habitantes de rua
pobres de ossos
e carentes de carne;

Mal se põem em pé
nem mais carregam fé,
entregues uma miséria
confortadas com a derrota;

Crianças abandonadas
comparadas a cadáveres,
mas como andam
tidas como fantasmas;

Rostos desfigurados
corações vencidos
vivendo contínuos lamentos
com almas vendidas;

Abstidas de  misericórdia
preferem perder suas almas
que continuar
pois já não vêem novidar;

O orgulho é maior
tal tira o lugar do amor
nos sentimos grandes 
e as temos invisíveis

O que fazemos?
Pra onde vamos?
O que ganhamos?
E como será?
Cláudia Cassoma, ou Laudy como prefere ser chamada é uma Jovem Angolana apaixonada pela arte de escrever, expressando em sua poesia suas mais intimas ideias e inquietações sobre a realidade que a rodeia. Seu primeiro encontro com a arte de escrever debuta desde os seus 9 anos e foi amadurecendo com ela até "Amores que nunca vivi".