ainda que esse homem me tome
nada fará que compense,
suas mãos grossas
suas verdes e transparentes veias
nenhuma substituirá as tuas
ainda que meu corpo por ele seja amado
meu presente sempre será nosso passado
meu verbo sempre conjugará seu tempo,
e meus lábios saberão seu beijo
ainda que me beijar outro
pois só você sabe fazer,
ainda que me amassem
e ao céu me levassem
num toque arrepiante
se tiveres de ser o inferno
irei preferi-lo
pois como você já ninguém faz,
meu descontrolo só você traz
por mais simples que seja
minha noção se despeja...
Cláudia Cassoma, ou Laudy como prefere ser chamada é uma Jovem Angolana apaixonada pela arte de escrever, expressando em sua poesia suas mais intimas ideias e inquietações sobre a realidade que a rodeia. Seu primeiro encontro com a arte de escrever debuta desde os seus 9 anos e foi amadurecendo com ela até "Amores que nunca vivi".