No auge da loucura

não somos mais nós
é alguém em nossa foz
perde-se o pudor
ama-se a dor
o delírio conforta a vontade
despi-mo-nos da vergonha
criamos nossa realidade
no chão, na cama
com força, ou com calma
caras com feições estranhas
paredes com rachas
louças quebradas
toalhas manchadas
lágrimas derramadas
mãos trémulas
coração acelerado
cérebro parado
respirar dificultado
lábios secos...
momentos depois do sexo
no auge da loucura!