Cantares de Kalei - III

Foto retirada do Google. 

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     Quando seus pais alegrou, estava mais linda: capa e batina a combinar; e o vestido amarelo que era o que mais dava a falar. Dizia simbolizar o dinheiro que teria então que se formava; não sei, onde estávamos ninguém avançou, mas era conhecida como inovadora, então talvez. A Marcela estava em meus olhos quando foi convidada a dançar. Vi-lhe balançar seu bem formado corpo por aquela pista, nem notou que eu lhe olhava. Deixou aquele traje vender suas curvas como se não importasse, digo já que não lhe deixava. Teria minha mão à sua cintura a noite inteira, e assim seria. Lhe deixaria vergar os quadris, mas a trazia de volta tão logo seu braço tocasse o outro. Meu membro superior direito a faria angular trezentos e sessenta graus e logo deslizaria à cintura, porque dela sim eu gostava. Minha mão esquerda estaria em seu pescoço e um beijo a alertaria que meu KIA a deixaria em casa. Conheço a Marcela desde os primeiros sonhos; nada de mudar o mundo, aquilo era tudo grande demais, queria apenas mudar aquela rua mesmo, detestava toda aquela areia, e o lixo lhe incomodava, irritavam seus sapatos. Ainda que não lhe ouvissem pelas barbas despenteadas que traziam, a miúda falava sempre, nas reuniões não faltava. Poderiam até lhe pôr nos bancos de trás mas nada lhe impedia, sabia o que queria; e eu a ela.

Cláudia CassomaComment