Verdade Minha

          Não gosto quando me interpelam, com o intuito de mais saber sobre ti. Não gosto da certeza de algumas pessoas quanto ao meu conhecimento de ti, pelo menos não agora! Não agora que te lançastes ao longe por algum motivo qualquer; não agora que me virastes as costas, que te fechastes nas longes ruas de ti, me fazendo nelas desconhecida. Não. Não agora que escurecestes o céu que era nosso, que perdemos o sorriso comum; não agora que enterrastes nossos momentos, os tais em que nos ouvíamos, ríamos, nos abraçávamos e de certo ponto éramos felizes, ainda que com nossos as difíceis partes, éramos acima de tudo duas em uma.

          Para hoje se reduzir a isso, nessa não mais possível simplificação; pra hoje nada sobrar, nem mesmo tempo pra  um pobre/cínico "oi"; nem tão pouco tempo pra fingirmos ao menos ter ainda algo entre nós que é ou se pode chamar amizade. 

          Não me alegra ouvir de ti, ver tuas mensagens, receber tuas cartas, ou de terceiros teus recados. Não por deixar de te amar ou assim, simplesmente por não suportar hipocrisia e não saber fingir alegria. Não sou de alargar minha boca num sorriso tão falso como poderia ser, não sou de olhar nos olhos e guardar ramela pelos cantos, não sou essa pessoa que se cala quando no fundo muito tem pra falar, e acho que isso você ainda sabe. 

         Você não faz ideia de como desejo te abraçar,  te beijar, sair com você, como eu desejo me sentir única e especial como fomos naquele passado de hoje não tão distante. Você nem sonha com meu sonho, nem sente mais meu coração, você está num mundo onde não mais sou pra ti nem só um pedaço de algo. 

          Por tal, não gosto das interpelações de terceiros quando cheios de certeza de te encontrar em algures em mim.