Me menstrue

               Dos trapos brancos e compridos que carrego, deixa apenas minha pele. Ao suceder-se, jogue-me aos enganos de teus beijos, fazendo-me pensar ser a hora. Não deixe que o abrir de meus olhos lhe sirva de interruptor, entenda tal, apenas como demonstração de meu medo. Ainda assim continue.

               Varra meu calor ao passares pela superfície que me cobre o esqueleto tuas tão macias mãos. Devagarinho, descobrindo cada mancha que carrego, fazendo levantar as relvas de mim ao soprares-me por detrás da orelha esquerda, usando o teu braço com o mesmo nome para pressionar a parte mais carnuda e traseira de mim.

               Enquanto gemo sem ousadia ou sem mesmo ser sexy, não pares. Não te deixes desfazer por minha falta de experiência, continue. Com tua língua chupa-me os mamilos, jogando-me então a uma superfície plana.

               De certeza teu pintainho fará contacto com meu ninho, que seja; mas faça-o com cautela, deixando-o por enquanto apenas flutuar. Continue com os banhos linguados de outrora. Evite fixar-me os olhos, impedindo dispersão.  E lá vai...Com muita atenção, experimente então introduzir o que será o tal "primeiro". Ao meu grito sobejo, pare. E então prossiga.

               Provavelmente a via estará seca, mas não te atrevas em parar para gel ou outras fantasias, se vire! Num compasso trás-frente, tente, exija, e exija. Se o nível de dificuldade se estender arranje maneiras de me influenciar. Re-toca, re-amassa, re-beija, usa todos os re(s). Sei que logo me irei ceder.

               Quando assim então for penetre, prepare e movimente. Irei berrar, eu sei, mas não te incomodes não será por nada senão por prazer. Ainda com minhas dores chegue ao ponto e rompa meu hímen, rompa-o, rompa-o e me leve ao sangramento; me menstrue. 



Cláudia Cassoma10 Comments